segunda-feira, 11 de abril de 2016

Dica para pensar positivo #2: Deixa de viver no passado




Desde que comecei a estar mais consciente do que penso, reparei que muitos dos meus pensamentos referem-se a situações do passado, e não sou a única, alguns de vocês já me disseram o mesmo. Ou porque nos sentimos injustiçados; ou porque nos sentimos culpados; ou até porque nos sentimos revoltados com situações que aconteceram.

Por muito que nos custe admitir tudo o que aconteceu no passado, teve de acontecer. Não há quantidade de culpa, remorso, revolta ou raiva que mudem um segundo sequer do passado.
Por isso, temos de aprender a aceitar o passado e fazer as pazes com ele, para conseguirmos viver em paz no momento presente.


Aprender a perdoar


Para deixarmos ir o passado temos de perdoar os outros e sobretudo a nós próprios.

Só aprendi a perdoar a sério há pouco tempo, quando li que perdoar não significa aceitar o que aconteceu, significa que nos desligamos das coisas negativas que envenenam a nossa vida. É um pouco como aquele ditado que diz que o que mata não é a mordida da cobra, mas sim o veneno que lá fica. Temos que extrair esse veneno mesmo que não aceitemos a mordida da cobra.

Na realidade nem precisamos de estar perante outra pessoa para a perdoar, basta perdoarmos no nosso interior. Deixem ir. É preciso perdoar para o nosso próprio bem.


O que fazer na prática


No meu dia a dia, quando reparo que estou a pensar no passado, não me recrimino nem faço juízos de valor. Respiro fundo e digo a mim própria "Carla, estás a viver no passado", depois concentro-me no momento em que estou. Por exemplo, se estiver na rua, olho para o céu e vejo as nuvens a passar, vejo as pessoas, o local onde estou e concentro-me nisso. 

O objectivo é estar consciente do pensamento e alterá-lo.


Para quem está muito apegado


Para quem está muito apegado a situações que ocorreram no passado, a minha sugestão é: Tirem algum tempo para "chafurdar" no passado, mas atenção aproveitem que vai ser a última vez que o fazem. 
Escrevam num papel tudo o que aconteceu e que vos faz sentir mal, chorem, sintam pena... o que quiserem. Quando se sentirem preparados usem todo o dramatismo necessário e atirem para o lixo, rasguem ou queimem o papel. A partir desse momento o passado fica onde pertence, no passado. 

A partir desse dia sintam-se livres para viver o momento presente.

Se acharem que é demasiado e que não conseguem lidar com as situações sozinhos, peçam ajuda. Seja de um amigo, seja terapia ou aconselhamento, peçam ajuda. Todos nós temos o direito de viver bem, sem tormentos, recriminações ou raiva.

6 comentários:

  1. Concordo contigo. Eu, em relação ao passado, só tento recordar as lembranças felizes. O resto passou, ou serviu de lição. Mas há tanta coisa a aproveitar no presente no nosso dia-a-dia, assim como as pequenas coisas que fazemos hoje para alcançar o que queremos para o amanhã... É uma pena desperdiçar o nosso tempo precioso com amarguras do passado.
    Bjs

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  2. Adorei este post. É verdade que se vive muito no passado. Eu as vezes dou por mim a discutir situações que ja tão resolvidas. E é difícil com pessoas tóxicas à nossa volta... Nem cumprimentam outras são stressadas e gostam de ver caos onde passam para se sentirem à vontade... eu consigo ter noção quando isso acontece e tento seguir o meu caminho mas dou por mim a pensar nisso mais à frente... Mas é um bom exercício mental... É quase como um jogo. ��
    João

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  3. Fico contente que tenhas gostado. Espero que ajude ;)

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  4. Gostei muito das dicas. Para mim, o mais difícil é o passado próximo (de ontem ou de há 3 dias...), quando começo a remoer que devia ter dito assim ou feito assado. É uma apoquentação! Vou experimentar essa dica do papelinho: desabafo e deito fora... Depois digo se resultou!

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  5. Também me acontece, mas já cheguei à conclusão que é melhor não reagir logo, criar um espaço. Fico à espera de saber se o papelinho resultou :)

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