terça-feira, 5 de julho de 2016

Dica para visualização #1: Sem limites


"Uma grande ponte sobre o Tejo. A revelação a todos surpreendeu. Bem vistas as coisas, o projecto só podia ser ambição de sonhadores e poetas, utopistas que viviam no mundo da fantasia; era lá possível erguer uma ponte sobre tão grande estuário?"
José Rodrigues dos Santos, O Anjo Branco


Ao praticar a visualização dei-me conta de tantos limites que impomos a nós próprios. Sejam limites geográficos, religiosos, preconceitos, papéis sociais e por aí fora.

Por vezes quero visualizar uma coisa determinada e dou por mim a pensar "Ah isso não dá, por causa disto ou daquilo" ou então "Será que quero mesmo essa coisa".
Supostamente podemos imaginar e visualizar o que queremos, podemos ser livres, podemos visualizar uma coisa hoje e outra completamente diferente amanhã, mas depois vem a nossa mente e intromete-se. 

Muitas vezes senti que quando era criança era mais fácil de sonhar, sonhava em ter uma casa com jardim, sonhava em ter um emprego gratificante e sonhava em fazer bolos para os meus filhos e depois netos. Quando cresci vi que não podia comprar uma casa com jardim, porque não tinha dinheiro para isso; não tive empregos gratificantes, tirando um trabalho ou outro, porque saí para o "mercado de trabalho" em plena crise e não faço muitos bolos para o meu filho porque optei por um estilo de vida mais saudável. Quase como se tivesse passado por um funil da realidade. Em criança, era tudo simples e tudo era possível e em adulta era tudo complicado. 

Ao praticar a visualização estou a reaprender a sonhar sem limites. Muitas vezes os limites estão dentro da nossa cabeça. Mesmo quando nos dizem que isto ou aquilo é impossível, nós é que somos os responsáveis por acreditar ou não. Além disso, também aprendi que o que queremos hoje, pode não ser o que queremos amanhã. E não faz mal.

Vou dar-vos um exemplo concreto: Quando o André nasceu era um bebé bastante grande e as auxiliares do hospital, olhavam para mim franganita e diziam que não ia conseguir amamentar um bebé tão grande. Aquilo exerceu bastante pressão sobre mim e pensei "Ah, não vou conseguir? Não vou? Agora é que vão ver!". E na realidade amamentei em exclusivo até aos 6 meses e quando ele começou a introduzir outros alimentos, continuei a amamentar até aos 18 meses. Olhando à distância, o que é que as auxiliares sabiam sobre mim, para poderem avaliar se era capaz ou não? Nada. E se eu tivesse acreditado nelas, provavelmente teria desistido à 1ª dificuldade.

Gostava de vos dizer que sou sempre assim, mas isso não é verdade, às vezes vou-me impondo limites resultantes da opinião alheia e outras vezes os limites são impostos por mim.

Uma das muitas coisas a praticar é alargar os meus horizontes e sonhar sem limites.




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