quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um ano de estilo de vida mais saudável: Como faço exercício sem ir ao ginásio?





Já vos tinha falado que há um ano decidi mudar o meu estilo de vida e alterei os meus hábitos de alimentação, exercício e sono. Hoje vou falar sobre o meu exercício físico.

Não tenho nada contra ginásios, simplesmente não funcionam para mim. Se me inscrevesse no ginásio, muito provavelmente seria daquelas pessoas que paga mas nunca lá mete os pés. Acho que tem muitas vantagens para quem lá vai, mas também acho que cada um de nós tem que perceber o que funciona connosco e não ir atrás do que toda a gente faz. Também não é por não irmos ao ginásio que estamos condenados a uma vida sedentária.


Como era o (não) exercício em criança e adolescente


Quando andava na escola primária o meu pai inscreveu-me a mim e ao meu irmão num Clube de Desportos e Juventude, para fazermos ginástica. Pratiquei durante 4 anos e adorava.

Quando comecei a ter Educação Física na escola só gostava de ginástica, detestava todos os outros desportos. Era a única disciplina que dava as faltas todas que podia dar.

Os anos de faculdade foram passados sem exercício até uma época de exames interminável em que passava horas seguidas a estudar toda torta na cadeira, quase deitada sobre a secretária. A sentir o meu corpo todo dorido e cheia de ansiedade por causa dos exames, decidi começar a fazer alguns exercícios em casa. Construí um plano de exercícios com os exercícios que vinham em revistas que tinha lá por casa (como o YouTube teria dado jeito naquela altura).


Em adulta


Já a viver em minha casa é que comecei a praticar exercício mais regularmente. Comprei um livro de Pilates numa feira do livro e comecei a praticar 3 vezes por semana. Depois andava uns tempos sem fazer nada e era assim uma coisa errática. 

Quando o André nasceu de cesariana, todos me diziam que a minha barriga nunca mais ia voltar a ser a mesma. Ouvia médicos a dizer que era muito difícil recuperar os músculos da barriga porque eram cortados na cirurgia. Eu pensei "Muito Difícil não é Impossível" e quando o André já tinha 1 ano, comecei a levar a coisa a sério, fazia todos os programas do livro, 3 vezes por semana, e quando acabava, voltava ao início. Consegui recuperar a forma e fiquei bastante satisfeita por ficar com a barriga ainda melhor do que antes da gravidez.

No ano passado quando decidi mudar o meu estilo de vida, devido às minhas crises de enxaqueca, comecei a fazer caminhadas 4 vezes por semana e introduzi alguns exercícios localizados e de relaxamento para aliviar a tensão acumulada na zona do pescoço e costas. Deixei o Pilates de lado.


Actualmente


O exercício é um processo fluído, vou planificando os exercícios conforme aquilo que acho que o meu corpo precisa em determinada altura. Voltei a praticar Pilates que me permite reforçar os músculos da zona superior do corpo e não ter dores de costas. 

Actualmente estou a praticar:
  • Pilates: 3 vezes por semana
  • Caminhadas: 4 vezes por semana
  • Exercícios localizados e de relaxamento: 2 vezes por semana

Futuramente tenho vontade de começar a praticar yoga, até já comprei um livro para perceber melhor esta prática, mas ainda não chegou o momento.


O único material que tenho e preciso


Uma ideia que as pessoas têm é que são necessários muitos aparelhos e material para fazer exercício em casa. No entanto, quando comecei não tinha material nenhum, utilizava o que tinha cá em casa: o tapete da sala, pacotes de 1 kg de arroz em cada mão a fazer de pesos, resistência imaginária para exercícios de força. 

Só mais tarde, gradualmente, é que fui investindo em algum material, o Rodrigo ofereceu-me um tapete de yoga, comprei um círculo de Pilates e uns pesos de 1 Kg. São as únicas coisas que tenho e que preciso.


O que o exercício mudou na minha vida


Além de me ajudar a não ter enxaquecas, permite-me:

  • Ter uma melhor postura
A minha postura é péssima, ando sempre torta e até já usei óculos prismáticos para corrigir isso, mas não corrigiu e fartei-me dos óculos e deixei de usar. O exercício ajuda-me a andar mais direita.

  • Ter mais elasticidade
Antes de fazer exercício regularmente, a minha elasticidade era nula. Tenho vindo a melhorar, mas ainda tenho muito que trabalhar para melhorar esta parte. Acho que o yoga vai ajudar bastante neste caso.

  • Não ter dores de costas
Devido à má postura e falta de elasticidade, andava sempre cheia de dores de costas. Quando andava mais que o costume lá vinham as dores. Principalmente com o Pilates, isso mudou, penso que tem a ver com o fortalecimento dos músculos abdominais que permite um maior suporte à zona lombar. As caminhadas numa posição correcta também me permitiram esse bem-estar.

  • Arejar a cabeça
Não há como não me sentir bem após o exercício. Aquela sensação de bem estar que me invade depois, vale bem o esforço.
Nos dias mais lunares, ajuda-me bastante a esvaziar a cabeça.

  • Ter o corpo em forma
Gosto de me sentir bem com o meu corpo e o exercício proporciona-me isso. Sinto-me enérgica, fluída e com força.

  • Enfrentar as coisas de frente
Quando ponho uma coisa na cabeça, tenho muita força de vontade e sou teimosa até dizer chega. Em vez de me acomodar e arranjar desculpas para não me mexer, decidi que só dependia de mim e consegui sozinha. Isto serve de inspiração para outras áreas na minha vida.


E é isto sobre o exercício físico que faço, noutro dia hei-de falar sobre o sono.



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